segunda-feira, 2 de setembro de 2019

Educação a Distância: sucesso, alcance de objetivos e critérios


A modalidade de Educação a Distância (EaD) pressupõem autonomia do estudante na organização dos tempos e espaços para a aprendizagem. Neste sentido, o estudante precisa ter clareza de que seu sucesso na aprendizagem dependerá, em grande parte, da sua capacidade de organização. Em outras palavras, como não há o rigor da presencialidade para comprovação de que há participação, bem como não há um tempo predeterminado pela instituição escolar, com dia/horário para realização das atividades, caberá ao estudante fazer seu plano de estudo. Quanto mais organizado e consciente estiver o estudante quanto ao seu plano de estudo, maiores serão suas chances de alcançar o sucesso nesta modalidade de educação.

Para alcançar os objetivos propostos na disciplina/curso que estiver ministrando na modalidade EaD o professor deve ter clareza que a mediação da aprendizagem ocorre de forma diferente daquela realizada presencialmente. Assim, será fundamental que o professor planeje o curso considerando que o material didático-pedagógico, as atividades e as avaliações, devem contribuir e promover as interações entre os estudantes e o professor, entre os estudantes e seus pares e entre os estudantes e o conteúdo programático. Outra questão fundamental a ser considerada, no planejamento e durante o curso, diz respeito às devolutivas, relativas às atividades propostas, e a disponibilidade ativa do professor para apoiar os estudantes. Como não há presencialidade e as interações acontecem por meio das plataformas digitais e/ou dos materiais impressos (dependendo do curso) é preciso que as devolutivas aos estudantes ocorrem de forma rápida, que o professor observe as dificuldades dos estudantes e se disponibilize para ajudá-los, de forma a para evitar a evasão, infelizmente, muito comum nesta modalidade. Esta estratégia deve ser divulgada aos estudantes para que saibam como, quando e onde encontrar apoio. Finalmente, é imprescindível que o professor, ao planejar seu curso, indique ao estudante como será avaliado e por quais critérios, e que tais informações também sejam divulgadas. Um excelente recurso para esta questão é a utilização de rubricas avaliativas.

É necessário ao professor, ministrando um curso em EaD, estabelecer critérios para escolha de material didático-pedagógico. Considero que o primeiro critério é avaliar a possibilidade de interação que o material proporcionaria ao desenvolvimento das atividades propostas. O segundo critério a ser considerado é o formato, a disponibilização e envio deste material: impresso, digital, enviado pelo serviço de correio físico ou correio eletrônico, disponibilizado em uma plataforma digital, etc. Um terceiro critério diz respeito a materialidade e recursos disponíveis para a produção deste material didático-pedagógico: financiamento, recursos técnicos e equipes envolvidas. Obviamente outros critérios podem, e devem, ser considerados: público alvo, a equipe pedagógica e o perfil docente, a duração do curso, dentre outros. Contudo, o que se pressupõem, sempre, é que os materiais e estratégias empregadas em cursos na modalidade EaD não são mera transposição daqueles/daquelas utilizadas em cursos presenciais.

Avaliação para as aprendizagens.

Avaliar faz parte da vida humana. A todo momento nos avaliamos, avaliamos nossas escolhas, opções, caminhos a seguir. Avaliamos as pessoas, as situações, os relacionamentos, as finanças, os objetos. Em outras palavras, damos um juízo de valor àquilo que de alguma forma nos interessa.
Nas instituições escolares o processo avaliativo da aprendizagem (temido e famigerado pelos estudantes!) é sistematizado e planejado. Tem um caráter de medida  pois se propõem a verificar se os conteúdos curriculares desenvolvidos ao longo dos dias/meses/trimestres/semestres/anos letivos foram efetivamente aprendidos pelos estudantes. E representa, ainda, a resposta a um compromisso institucional com a comunidade escolar e com a sociedade: demonstrar que os estudantes estão aprendendo.
Desafio enorme para professoras e professores de todos os níveis de ensino e etapas de escolaridade que precisam escolher e/ou desenvolver instrumentos avaliativos em consonância com os objetivos das aprendizagens, com o contexto sócio-histórico no qual a aprendizagem se realiza,  que considerem a  heterogeneidade dos sujeitos envolvidos, e ainda, que consigam produzir dados relevantes sobre o processo de ensino-aprendizagem. 
Neste sentido, deve-se considerar, também, que há um currículo oculto permeando as ações pedagógicas e influenciando todo o processo avaliativo nas escolas. Tal influência é verificada no conceito que se tem de avaliação escolar e que prevalece no senso comum: a avaliação como identificação do erro, do que o estudantes foram incapazes de realizar e uma estratégia punitiva que leva a um processo de recuperação/evasão.
Faz-se necessário constatar, aina, que além da avaliação direta, que utiliza instrumentos,  há a avaliação indireta, que se realiza no dia a dia da escola, por todos os envolvidos no processo de ensino-aprendizagem, na interação dos atores deste processo e de forma dialógica.
Neste complexo contexto é preciso questionar: a avaliação escolar retrata realmente o que o estudantes aprenderam? 
A primeira questão que se coloca é conhecer se a avaliação direta e indireta, realizada nas instituições escolares, demonstram o quê e como os estudantes aprendem, e ainda, como estes desenvolvem suas habilidades/competências. Para responder a esta questão é necessário realizar uma avaliação diagnóstica bem planejada e que utilize instrumentos capazes de coletar informações sobre os conhecimentos, habilidades/competências consolidadas e/ou em processo de consolidação pelos estudantes. Diagnóstico este que servirá de norte para o planejamento educativo e será realizado várias vezes ao longo do processo de ensino-aprendizagem, para orientar as definições ou redefinições das estratégias pedagógicas. 
Isto posto, uma segunda questão se coloca: é preciso desenvolver ações de avaliação formativa, durante todo o processo de ensino-aprendizagem, com foco em devolutivas que sejam significativas. Estas ações devem envolver  os estudantes e os professores, os estudantes e seus pares, os professores e seus pares, a coordenação pedagógica, os gestores escolares e as famílias. Em outras palavras é esta a avaliação que, feita durante o processo de aprendizagem, demonstrará aos estudantes, aos professores, e toda a comunidade escolar como está se desenvolvendo o trabalho pedagógico naquele contexto e para aqueles objetivos planejados.
Finalmente, e preciso refletir sobre as avaliações somativas. Como reflexo de todas as ações anteriores as avaliações somativas apresentarão de forma sintética, por meio de notas ou conceitos, o que os estudantes alcançaram frente aos objetivos propostos no planejamento. Estas avaliações, normalmente realizadas ao final de uma etapa escolar, devem estar vinculadas à todas as formas avaliativas realizadas ao longo do processo de ensino-aprendizagem, para que realmente representem o nível de aprendizagem alcançado pelo estudantes.
Desta forma, fica evidente que realizar uma avaliação para as aprendizagens requer convergência de ações e interesses, critério e muito planejamento.





quarta-feira, 7 de junho de 2017

quarta-feira, 26 de abril de 2017

Gestão Colegiada de Sites, Blogs e Perfis de Instituições Escolares: uma possibilidade democrática!

Conteúdos postados em sites, blogs ou perfis de mídias sociais, que trazem o nome de instituições, tem ligação direta com a política e filosofia daquela instituição. Em instituições privadas a política e a filosofia são definidas pelo "dono" da empresa/marca. Em instituições públicas a política e filosofia são definidas por um grupo que se compõem de vários atores e até mesmo de outras instituições hierárquicas. E ainda: todos os processos de instituições públicas estão atrelados à gestão eleita para aquele período.
Diariamente presencio discussões sobre criação e utilização de sites, blogs ou perfis em mídias sociais, por instituições escolares públicas, e por isso, me senti instigada a fazer uma reflexão sobre este assunto.
Os endereços digitais das escolas são espaços escolares, como as salas de aula, as quadras, laboratórios, etc. Contudo, são espaços virtuais destas escolas, no melhor exemplo de virtualidade segundo Pierre Levy: espaços não físicos, imateriais, significações das escolas.
Neste sentido, os espaços virtuais escolares também precisam ser acompanhados pelos gestores escolares.
A gestão colegiada está inserida (ou deveria estar!) na maioria das instituições escolares públicas brasileiras. Os Colegiados Escolares ou Conselhos Escolares são responsáveis por promover e propiciar a gestão democrática e participativa nas instituições escolares. Para isto, cabe aos conselheiros deliberar sobre as normas de funcionamento da escola, bem como participar na elaboração do Projeto Político-Pedagógico das instituições. Além disso, também lhe são atribuídas a análise e acompanhamento de todas as demandas dos diversos segmentos da instituição, para que, de forma colegiada e democrática, proponham sugestões. Finalmente, mas não menos importante, à estes conselheiros é imputada a responsabilidade de acompanhar a execução dos projetos pedagógicos e dos processos administrativos e financeiros,  fomentando a cidadania e contribuindo para formação de todos os atores do processo educativo.
Nesta perspectiva, o Ministério da Educação (MEC) por meio do Programa Nacional de Fortalecimento dos Conselhos Escolares (PNFCE) publicou em 2013 o livro intitulado CONSELHO ESCOLAR:  Processos, Mobilização, Formação e Tecnologia,  como parte do material didático deste programa.
Fica evidente, nesta publicação, a necessidade de formação continuada dos conselheiros. Há também artigos com relato de experiências sobre a utilização de plataformas tecnológicas e/ou sites como ferramentas tecnológicas para subsidiar esta formação.
Assim, considerando as reflexões anteriores sobre os espaços virtuais das escolas e a gestão colegiada, pressupomos que os Conselhos Escolares poderiam também realizar a discussão sobre os conteúdos postados em sites, blogs ou mídias sociais das instituições escolares. Isto porquê os conselheiros representam os vários segmentos da comunidade escolar, deliberam e acompanham a gestão escolar e a execução das atividades pedagógicas, e portanto, conhecem a política e filosofia da instituição. Além disso, dialeticamente, estes conselheiros discutem e constroem tal política e filosofia no próprio cotidiano.
Isto posto, a gestão colegiada de sites e blogs de instituições escolares, especialmente as públicas, é uma possibilidade democrática, factível e que corrobora para o fomento da gestão democrática, conforme previsto na meta 19 do nosso Plano Nacional de Educação.







segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Navegar é necessário???

A frase do gerenal romeno Pompeu (106-48 aC): "Navigare necesse; vivere non est necesse" , dita aos marinheiros amedrontados para encorajá-los a viajar durante a guerra, me inspirou a escrever este texto.

Na época do general Pompeu navegar era mais que preciso: era necessário! Mais necessário até do que viver, na opinião do general.

Neste século XXI, navegar pelos mares de bites e bytes da Internet é mais necessário que viver?

Celulares conectados, carros conectados, geladeiras conectadas, famílias conectadas, crianças conectadas. Seres humanos, de todas as idades, navegam no infomar de Gilberto Gil, 24 horas por dia, 7 dias por semana.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no suplemento Acesso à internet e à televisão e posse de telefone móvel celular para uso pessoal : 2014, no que se refere a bens e serviços de acesso à informação e comunicação, 72,1% dos domicílios tem rádio, 97,1% tem televisão, 48,5% tem computador, em 42,1% os computadores tem acesso à internet, 37,1% possuem telefone fixo convencional e 91,1% tem celulares.

Com relação ao uso de internet a pesquisa do IBGE aponta que em 80,4% dos domicílios este uso é realizado pelo celular. E ainda: dos 9,4 milhões de usuários da Internet no Brasil, em 2014, 29 milhões (30,4%) eram estudantes.

Estes dados demonstram, dentre tantas coisas, que navegar tem sido necessário, preciso, facilitado pelo celular e realizado por muitos marinheiros jovens e, portanto, com pouca experiência de vida.

Assim, cabe a nós, adultos já vividos e experimentados na guerra do dia a dia, dizer aos nossos jovens marujos: navegar na Internet é preciso, algumas vezes necessário e inevitável, mas viver é fundamental e se expor em demasia, é desnecessário.











terça-feira, 26 de junho de 2012

A contribuição da linguagem em Educação a Distância

Contribuição da dimensão sociointeracionista da linguagem para a compreensão do papel do professor  e do aluno no campo da Educação a Distância (EAD)
 Valentina Scott
           Tendo como referência o conceito de atividades apresentado por Bronckart como sendo “organizações funcionais dos organismos vivos através dos quais eles têm acesso ao meio ambiente e podem construir elementos de representação interna (ou de conhecimento) sobre esse mesmo ambiente” (199:31), podemos afirmar que a espécie humana por sua complexidade de organização, e de atividadades executadas, necessita de uma organização coletiva para atingir seus objetivos.
          Coletivamente organizados, nós humanos, cooperamos uns com os outros em atividades mediadas por interações verbais, caracterizadas pelo que Habermas (1987) chamou de agir comunicativo.
          Tal ação comunicativa tem efeito mediador na interação que o sujeito faz com o ambiente, e proporciona que este atue sobre sua realidade, transformando a si mesmo, e ao mundo no qual está inserido.
          Isto posto, fica claro que a linguagem é, portanto, “primariamente uma característica da atividade social humana, cuja função maior é de ordem comunicativa ou pragmática” (Bronckart, 1999:34)
          Considerando que nossas produções de linguagem acontecem, necessariamente, na interação com uma intertextualidade (Bronckart, 1999) e em dimensões sociais sincrônicas , históricas e discursivas, em consonância com grupos sociais que nos antecederam, compreendemos que uso adequado desta, é uma importante peça no processo educativo.
          Na tentativa de esclarecer o exposto acima, alertamos para o fato de que, no processo de ensino-aprendizagem, a função pragmática da linguagem atinge seu ápice pois, “são indivíduos concretos fazendo uso da linguagem em situações concretas, sob determinadas condições de produção” (Cunha, 2006:2).
          Podemos dizer então que, como em qualquer modalidade de ensino, também na Educação a Distância (EaD), a linguagem em sua dimensão sociointeracionista tem uma importante contribuição no que se refere a interação entre os sujeitos e destes com os objetos de conhecimento.
          Contudo, por suas especificidades (interlocução não simultânea, ausência de uma relação em presença entre professor e aluno, dentre outras) na EaD, tal contribuição é ainda mais clara.
          Considerando que há na linguagem um princípio de cooperação, descrito por Paul Grice como a contribuição que cada um dos interactantes dá à interação da qual participam e onde cada um reconhece seus próprios diretos e deveres, assim como os do outro, constamos que em EaD tal princípio é fundamental para o sucesso do curso.
          Isto posto, lembramos que tal cooperação acontece na medida em que o professor assume para si a responsabilidade de promover enunciados que busquem acordo e negociação, preservando todos os envolvidos e mobilizando-os ao objetivo comum. Segundo Cunha (2006) a EaD exige, tanto do professor quanto do aluno, uma postura diferente da que historicamente se tem assumido, no processo de ensino-aprendizagem presencial.
          Assim, o professor precisará estar atento a preparação do material para cursos em EaD e ter muito bem definidas suas estratégias de interação assincrônicas e sincrônicas, com os alunos. Além disso, será de fundamental importância que este procure flexibilizar os desafios que encontrará quanto ao funcionamento tecnológico dos ambientes virtuais de aprendizagem (Ava's), e por fim, que tenha em mente a importância da disponibilização de domínios de conhecimento e construção coletiva deste.
          Quanto aos alunos, como colocado por Cunha (2006) é necessário que estes tenham uma postura próativa e de caráter autônomo, visto que na internet, a escrita assume a característica hipertextual, influenciando no modo como os indivíduos interagem na e pela linguagem.
          A característica hipertextual dos textos utilizados em EaD mobilizam os professores a refletir sobre a grande diferença que há em se redigir para AVA's e sobre o impacto que a linguagem pode ter como elemento facilitador da interação, segundo Koelling & Lanzarini (2009).
          Desta forma, podemos afirmar que em se tratando de EaD, e considerando as contribuições da linguagem para tal modalidade, há ainda que se investir na formação docente para melhor qualificá-lo quanto aos recursos de linguagem disponíveis.

Bibliografia:

BRONCKART, Jean-Paul. Atividades de Linguagem, textos e discursos. Por um interacionismo sócio-discursivo . Trad. Anna Rachel Machado, Péricles Cunha. São Paulo: EDUC, 1999. p. 31-38

CUNHA, Ana Lygia. A interação na Educação a distância: cuidados com o uso da linguagem em cursos on line. (02/2006). Disponível em: http://www.abed.org.br/seminario2006/pdf/tc011.pdf

KOELLING & LANZARINI. Educação a Distância: a linguagem como facilitadora da aprendizagem. III Encontro Nacional sobre Hipertexto. CEFET-MG – Belo Horizonte. 2009. Disponível em: http://www.ufpe.br/nehte/hipertexto2009/anais/b-f/educacao-a-distancia-alinguagem- como-facilitadora.pdf

segunda-feira, 25 de julho de 2011

SOS Raça Humana


Depois de todas as péssimas notícias amplamente divulgadas em jornais, revistas, internet e rádio, sobre nossa raça, não posso deixar de postar aqui um apelo: SALVEM OS HUMANOS!!!
Estamos como espécie, se continuarmos neste "ritmo" de destruição, fadados a extinção.
Infelizmente vimos humanos arrancando pedaços de orelha de outro humano porque não aceitaram a forma como o primeiro demonstrara afeto ao seu filhote, vimos um humano explodindo e matando vários outros humanos, inclusive fêmeas (responsáveis pela continuidade de espécie) porque estes eram diferentes dele, vimos filhotes humanos sendo jogados na lixeira, vimos humanos famintos, humanos guerrilhando com humanos, por causa de poder e riqueza. E mais: humanos se autoextinguindo aos 27 anos pelo uso de drogas, por usarem carros como armas, por não tolerarem as diferenças.
É muito provável que tenhamos micos leões e baleias daqui a alguns anos, pois há todo um trabalho de proteção e de pesquisa (que apoio totalmente!) para que estas e outras espécies não se extinguam.
E quanto aos humanos???? Não conheço nenhum "Humanpeace", ou outra Ong qualquer, que intervenha diretamente em uma guerra, briga, violência e impeça um humano de dar cabo ao outro.
A ONU não deveria fazer isto???
Falta a nós humanos hoje, mais do que o AMOR uns pelos outros, falta o sentimento de autopreservação da espécie.E isto é muito grave.
SALVEM OS HUMANOS!! Preservem nossos filhotes e fêmeas. Protejam nossos jovens. Amem uns aos outros.

quinta-feira, 3 de março de 2011

Interação e interatividade em Educação a Distância

Inicialmente é fundamental esclarecer que toda a aprendizagem humana acontece a partir de uma interação entre o sujeito e o meio, entre o sujeito e o objeto e entre os sujeitos envolvidos.
Segundo a perspectiva construtivista de Piaget a aprendizagem gera conhecimento a partir das interações acima citadas, e através da forma como o sujeito opera a realidade para transformá-la e/ou compreendê-la.
Esclarecido o conceito de interação, precisamos então compreender melhor o termo interatividade.
Sob interatividade Fragoso (2001) esclarece: “ A palavra interatividade, derivada do neologismo inglês interactivity, foi cunhada para denominar uma qualidade específica da chamada computação interativa (interactive computing).”
Desta forma, constatamos que o termo interatividade tem seu nascimento ligado as interações sujeito - computador.
Contudo, este termo não se restringe apenas a esta interação. É importante observamos que, apesar de alguns processos, meios e produtos midiáticos serem dotados de interatividade, isto não significa que os demais não-midiáticos sejam não-interativos.
Fragoso (2001) explica com muita clareza: “Assim como é interativo qualquer processo em que dois ou mais agentes interagem, também é interativo aquilo que permite a específica modalidade de interação implicada na denominação interatividade. Apropriar-se da qualificação interativo em seu sentido restrito, relativo a interatividade, para negar a existência de qualquer tipo de interação é, no entanto, uma generalização improcedente...”
A luz dos conceitos e esclarecimentos acima, podemos então afirmar que interação e interatividade são termos que fazem parte e tem papel crucial na educação a distância (EAD), posto que: a aprendizagem acontece em interações, e com o advento das novas tecnologias da informação e comunicação (NTIC's), a interatividade tem um salto qualitativo nesta modalidade de educação.
Considerada por Moore (2010) como a quinta geração histórica da evolução da EAD, as aulas virtuais baseadas no computador e na internet, proporcionam uma interatividade mediada por redes telemáticas e ambientes virtuais, que muito favorece as interações entre os sujeitos e destes com o meio e com o objeto da aprendizagem.
Este autor afirma ainda que, a eficácia da EAD depende necessariamente da compreensão da natureza da interação que acontece entre aluno-conteúdo, aluno-instrutor e aluno-aluno, e de como facilitá-la por meio do uso das NTIC's.
Parece-me que este é um dos maiores desafios atuais para a EAD: há disponível um grande arsenal de processos, produtos e meios midiáticos, que favorecem a interatividade, contudo não garantem que a interação dos alunos será qualificada.
A qualidade da interação do aluno, e consequentemente, a conquista do objetivo de um curso na modalidade EAD está vinculada ao trabalho dos professores e tutores.
É fundamental que estes estejam atentos ao que os alunos estão demandando em particular, e coletivamente, para que escolham estratégias, materiais, indiquem fontes bibliográficas e façam intervenções pedagógicas adequadas. E o desafio está exatamente aí, na medida em que, por ser de natureza multidimensional, e contar com um público bastante heterogêneo, e sem contato prévio com os professores e tutores, muitas decisões são tomadas durante o caminhar do curso.
Sobre isto Moore(2010) aponta as seguintes diretrizes para os instrutores de EAD:
1 - Humanização: criação de ambiente que enfatize a importância do indivíduo e que gere a sensação de relacionamento com o grupo. Usar os nomes dos alunos, disponibilizar fotos dos participantes e informações sobre experiências pessoais e opiniões dos participantes.
2 - Participação: assegurar que exista um alto nível de interação e diálogo, o que é facilitado por técnicas como formular perguntas, atividades em grupo para resolução de problemas, apresentações dos participantes e exercícios de representação de papéis;
3 - Estilo da mensagem: usar boas técnicas de comunicação ao apresentar as informações, incluindo proporcionar visões de conjunto, utilizar organizadores modernos e sumários, variedade e uso de material impresso para comunicar informações que têm muitos detalhes;
4 - Feedback: obter informações dos participantes a respeito de seu progresso. Pode ser obtido por perguntas diretas, tarefas, questionários e pesquisas.
Pela experiência que acompanhei na utilização de ambiente virtual de aprendizagem da Prefeitura de Belo Horizonte, para formação de professores da Rede Municipal de Educação, contatei que as diretrizes acima apontadas são fundamentais.
Nos cursos onde os tutores (instrutores) conseguiam promover a humanização, incentivar e incrementar a participação, estabelecer diálogos constantes através de chats, e-mails e fóruns e ainda estarem atentos ao feedback, o resultado foi substancialmente melhor. Nas turmas destes tutores notamos uma menor evasão e produções finais de excelente qualidade.
Interação e interatividade em EAD, portanto, são ao mesmo tempo, desafio e solução para que haja sucesso na aprendizagem.
Cabe aos tutores (instrutores) promoverem a interatividade, contudo, sem se esquecer que a interação do sujeito como o que está proposto no curso, é totalmente particular e depende da motivação deste.



Bibliografia:

FRAGOSO, Suely. De interações e interatividade. X Compós – Encontro Anual da Associação Nacional dos Programas de Pós-Graduação em Comunicação . Texto apresentado e debatido no Grupo de Trabalho Comunicação e Sociedade Tecnológica - Brasília, 2001. Disponível em: http://www.miniwebcursos.com.br/artigos/PDF/interatividade.pdf

MOORE, Michael G. Educação a distância: uma visão integrada / Michael G. Moore, Greg Kearsley; (tradução Roberto Galman). São Paulo : Cengage Learning, 2010.

terça-feira, 27 de abril de 2010

A experimentação do erro.

Durante uma palestra que proferi hoje sobre infância falava a um grupo de jovens que a curiosidade das crianças é o que as motiva a conhecer o mundo.
E que este conhecimento se fazia na experimentação. Na tentativa, erro, e acerto. Ou até mesmo na tentativa, erro e decepção.
Experimentar, sem medo de errar, considerando sempre a tentativa do acerto.
Bacana isto!!
Mas difícil de se colocar em prática.
Para nós, adultos e professores, que durante nossa formação acadêmica fomos orientados a dar todas as respostas corretas, sem titubear, mostrar dúvida ou desconhecimento está ligado a não ser bom professor. A não ser competente.
Quebrar este paradigma é um desafio grande e transpõem a questão da carreira. Tem impacto direto na nossa relação com a gente mesmo.
Aceitar que erramos e que este erro é um aprendizado, é mostrar a nossa fragilidade humana, desprovida das máscaras sociais e portanto exposta a críticas (que nem sempre são construtivas).
Ao chegar em casa fiz uma experimentação. E errei a beça...
Tentei, com muita dificuldade, fazer no orkut um avatar meu.
Foi muito interessante, porque, não só precisei me ver naquela "bonequinha", me "construir" naquele desenho, como também lidar com as ferramentas de edição que eram novidade para mim.
E quantas foram as tentativas de acerto: muitas e muitas!
Contudo, estava me divertindo e o desafio era extremamente motivador.
O resultado da minha experimentação do erro postei aqui.
Tentem, garanto que é divertido!

sábado, 24 de abril de 2010

A arte em toda experiência - Robert Happé

"Ajudar no processo do despertar dos outros traz equilíbrio para você e para eles. E a luz gerada por estas ações flui para fora e beneficia a todos. Nosso equilíbrio é uma contribuição sem preço para difundir o amor e o cuidado mundo afora. É este movimento de estados de consciência competitiva para estados de consciência cooperativa que gera equilíbrio em todos os níveis. A Educação deve ser alinhada a este propósito. A competição consigo mesmo para fazer o melhor deveria ser encorajada."

A arte em toda experiência - Robert Happé

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Vamos ler poesia?? Quem sabe a vida fica mais leve??


Quem convida é o Quintana.
O convite é irrecusável, veja:

"Os poemas são pássaros que chegam
não se sabe de onde e pousam
no livro que lês.
Quando fechas o livro, eles alçam vôo
como de um alçapão.
Eles não têm pouso
nem porto;
alimentam-se um instante em cada
par de mãos e partem.
E olhas, então, essas tuas mãos vazias,
no maravilhado espanto de saberes
que o alimento deles já estava em ti..."
Mario Quintana

domingo, 18 de abril de 2010

Simples


Assisti ontem a uma entrevista da atriz Regina Duarte, que ao falar de seus netos, disse o quanto se rejuveneceu espiritualmente convivendo com estes.
A atriz disse ainda que, a medida que o tempo passa, nós seres humanos, perdemos a visão infantil, romântica e alegre da vida, nos "endurecendo".
Hoje, conversando com uma pessoa querida, dizíamos sobre o quanto a vida é simples e que por vezes nós a complicamos desnecessariamente.
Fazendo um "link" com estas observações, penso que a vida é considerada simples na infância, porque nossa visão e expectativas para com o que nos acontece nesta fase, é alegre, divertida, desprovida de conceitos e portanto "leve".
A medida que os anos se passam, nossa visão sobre a vida fica impregnada de vivências, algumas boas, outras ruins, conceitos e pré conceitos, valores que adotamos e valores que descartamos.
Inevitavelmente então, passamos a imprimir uma complexidade nas nossas ações cotidianas, que não necessariamente precisaria existir...
Obviamente não podemos descartar os anos, a experiência que adquirimos neste período.
Contudo, parece que ao invés de usarmos esta experiência como sabedoria adquirida com o tempo, e vivermos com mais simplicidade, fazemos o contrário.
Complicamos nossas relações afetivas, profissionais, familiares, porque nos baseamos no que aconteceu, nos valores e conceitos que nos passaram sobre felicidade, sobre o que dizer e o que não dizer, sobre o que é certo e o que é errado.
Quando, na verdade, o passar do tempo nos mostrou que nada é definitivo, que não há verdade absoluta, nem comportamento padrão, nem garantia de nada.
Ou seja: viver é simples mesmo!
Simples como as crianças, sem expectativas, divertido, alegre e leve.
Simples como um lindo céu de outono, como a beleza de um jardim, como o amor nos olhos dos apaixonados, como a risada de uma criança, como dizer o que se sente, sentir o que se diz, como ficar alegre por estar vivo, como escutar o nosso coração e como rir quando se tem vontade.
Assim é a vida com a sabedoria do tempo e a inocência da infância: SIMPLES!

segunda-feira, 29 de março de 2010

É possível protestar com educação e ética!

Recebi hoje um email enviado pela minha irmã.
Como ela sabe que não gosto de emails que são repassados, quando ela me envia algo, sempre leio, pois sei que é interessante.
E realmente era...
Tratava-se de um texto, escrito em um Blog (cujo autor, por questões éticas, prefiro não citar)e portanto disponível a todos.
O texto fazia uma feroz crítica a um evento que aconteceu sábado passado, dia 27 de março, na Lagoa da Pampulha aqui em BH.
Realmente este evento, aberto ao público, demonstrou todo o despreparo da nossa querida Belô para reunir 250 mil pessoas.
O trânsito parou por mais de quatro horas na região da Pampulha: quem queria chegar não conseguia e quem queria sair também não.
Pessoas passaram mal, e poucos conseguiram realmente ver o desfile de personagens infantis que eram as grandes vedetes do evento.
Tudo isto foi largamente noticiado e comentado no dia de hoje pela cidade.
Mas a agressividade com que a pessoa escreveu em seu Blog sobre este evento, sobre a incapacidade de cidade em se organizar para a reunião de grandes massas populacionais, me chocou.
A palavra é esta mesmo: choque.
Como as pessoas estão agressivas!
Será que só eu estou notando isto??
Há atualmente uma necessidade de todos em deixar claro este sentimento de ser contra, de protesto, de ser claro, de ser "verdadeiro", custe o que custar...
Isto está perigoso, pois está custando caro, muito caro, para a humanidade.
Se pretendemos conviver em uma sociedade saudável precisamos rapidamente rever esta atitude.
É possível protestarmos, colocarmos nosso ponto de vista e sermos verdadeiros com nossos sentimentos, sem sermos agressivos, sem ofendermos os outros ou nos expormos em excesso.
Afinal, ninguém é igual a ninguém... e a minha liberdade começa quando termina a de meu colega e vice versa.
Pelo menos foi isto que aprendi com meus pais e professores ...

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Tempo, tempo, mano velho....

A questão do tempo é algo que me intriga.
Todos sabemos que é uma criação humana, e que é totalmente relativo.
Se fazemos algo com envolvimento, prazer e interesse, o tempo "voa".
Se a atividade de alguma forma é uma obrigação, se não nos envolvemos, então, o tempo "não passa".
Contudo, mais complexo, é que estamos virando escravos do nosso tempo (se é que se pode ser escravo de si mesmo!).
Na música do Pato Fú (Banda Mineira da melhor qualidade) a frase:
" Tempo, tempo, namo velho falta um tanto ainda eu sei... Prá você correr macio.", me fez refletir sobre isto.
Quando será que eu vou poder me apropriar do meu tempo e não ser escrava dele??
Ser escrava de mim mesmo não é fácil...
Sou muito exigente...
No feriadão de carnaval, tive a grande oportunidade de me apropriar de meu tempo.
Fiz o que queria: dormi a hora que quis, passeei, acordei a hora que quis, escrevi, estudei, fiquei "à toa", encontrarei com amigos, fiz novas amizades, fiquei sozinha.
Ufa! Nem notei que tive tanto "tempo"...
Foi divino ver que posso, sim, deixá-lo "correr macio".
Então, como a Fernanda Takai, fiz um convite ao meu tempo:
"Fique comigo,
Seja legal,
Conto contigo,
Pela madrugada,
Só me interrompe no final..."
Meu tempo ainda está estudando o convite.
Mas acho que teremos um acordo!

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Por quê perdemos a conexão?


Se você não viu o filme AVATAR saiba que realmente está perdendo uma das mais belas histórias sobre viver em sociedade que já pude presenciar até hoje.
Obviamente os efeitos especiais e os recursos tecnológicos empregados são um show, mas, sinceramente, isto é o de menos.
O filme apresenta, de forma bastante simples, a fundamental e complexa discussão sobre a "conexão" da humanidade com o planeta, com todos os seres vivos que coexistem em um mesmo território.
Independente da espécie (mineral, animal, vegetal ou humana), da língua falada, do credo, da cor da pele, das opções sexuais, queiramos ou não, estamos sim todos conectados nesta grande rede energética da qual o planeta terra faz parte.
E apesar de ser tão óbvio, por vezes, nos esquecemos disto.
Com certeza o sucesso de AVATAR se deve a esta questão: trazer a tona a discussão da importância desta conexão para todos nós como comunidade, e para cada um em particular.
De tudo que é apresentado no filme quanto a esta temática, o que mais me fez refletir sobre este assunto, é que os Navis, povo que habita o planeta Pandora, faz esta "conexão" com os outros seres de seu planeta através de seus rabos.
Esta metáfora é esplêndida!!
Nós também já tivemos rabos, segundo a teoria da evolução das espécies.
Quando estávamos, no processo de nossa evolução humana, mais próximos dos macacos, tínhamos rabo, hoje ele se atrofiou...
Será que vivemos então uma evolução ou uma involução??
Sem "rabo", como temos feito as conexões com os seres que coabitam nosso planeta?
Ou melhor: estamos fazendo estas conexões??

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Galinhas, porcos, envolver-se e comprometer-se...

Não posso deixar de relatar aqui algo muito interessante que escutei na semana passada em uma excelente conversa com o caríssimo Professor Simão Pedro.
Aliás não deixem que visitar o blog dele é imperdível!
O Professor Simão dizia que adora falar por metáforas, e para exemplificar a diferença entre se comprometer e se envolver ele contou a seguinte história:
A Galinha e O Porco foram convocados a, juntos, fazerem um feijão tropeiro. Abrindo um enorme parenteses, prá quem não é de Minas: o feijão tropeiro leva como ingredientes, além do feijão, farinha, ovos, bacon e cebola, basicamente. A Galinha mostrou-se logo muito envolvida e disse: "eu dou os ovos para a receita". E mais do que rapidamente sugeriu ao porco: "você poderia dar o bacon".
O professor então nos fez a seguinte pergunta: quem está realmente comprometido?? A galinha ou o porco??
Obviamente o comprometimento é do porco, que doará a própria carne para fazer a receita...
Foi inevitável pensar em quantas vezes sou o "porco" da história. Quantas vezes me comprometo e por quê faço isto.
Por quê nos comprometemos com nosso trabalho, com nossas relações, com nossas crenças??
Quando estamos envolvidos e quando estamos comprometidos?? E qual é a diferença entre isto??
Acho que a posição tomada pela Galinha é importante. Precisamos nos envolver. Porém, para nos comprometer com algo ou alguém é preciso atenção. Afinal estamos entrando com a "pele".

terça-feira, 21 de julho de 2009

Amores e felicidades


Desde ontem venho pensando nisto: nos meus amores,nas minhas escolhas, na bondade e na felicidade.
Pensando naquelas pessoas a quem eu amo, a quem já amei, e neste sentimento lindo e complexo que é AMAR.
Prá variar recorri aos meus poetas (que possessividade!!!)...
Drummond disse:
"A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos,na prudência egoísta que nada arrisca e que, esquivando-nos do sofrimento, perdemos também a felicidade. A dor é inevitável. O sofrimento é opcional."
Quintana colocou:
"Quero, um dia, dizer às pessoas que nada foi em vão...
Que o amor existe, que vale a pena se doar às amizades e às pessoas, que a vida é bela sim e que eu sempre dei o melhor de mim...
e que valeu a pena."
Isto que Drummond coloca: de que o sofrimento é opcional ao contrário da dor que é inevitável, é tão REAL.
Concordo totalmente com isto. E faço a minha opção: não quero sofrer!!!
Quero ser feliz!!! Ou, pelo menos, procurar ser feliz.
Ser honesta comigo, com meus sentimentos, com as pessoas que se relacionam comigo...
Quero, como Quintana, dizer que "valeu a pena"...
Mesmo que tenha sentido a dor inevitável da rejeição, a dor inevitável da dúvida, a inevitável confusão do risco, o inevitável medo do desconhecido...
Mesmo assim... não me esquivarei e VIVEREI.
Porque com diz a linda música de Afonsinho:
"O amor, não acaba pra quem é do bem não"...
Não acaba não...

segunda-feira, 30 de março de 2009

Minhas palavras por Quintana


Ah, quisera eu ser poetisa...
Como não sou, uso dos grandes poetas para expor pensamentos e sentimentos.
Este poema do Mário Quintana é maravilhoso!!
Não será isto que todos nós queremos??

" Quero sempre poder ter um sorriso estampando em meu rosto,
Mesmo quando a situação não for muito alegre...
E que esse meu sorriso consiga transmitir paz
para os que estiverem ao meu redor.
Quero poder fechar meus olhos e imaginar alguém...
E poder ter a absoluta certeza de que esse alguém
também pensa em mim quando fecha os olhos,
que faço falta quando não estou por perto.
Queria ter a certeza de que apesar de minhas
renúncias e loucuras, alguém me valoriza
pelo que sou, não pelo que tenho...
Que me veja como um ser humano completo,
que abusa demais dos bons sentimentos
que a vida proporciona,
que dê valor ao que realmente importa,
que é meu sentimento...e não brinque com ele."

Mario Quintana