terça-feira, 21 de julho de 2009

Amores e felicidades


Desde ontem venho pensando nisto: nos meus amores,nas minhas escolhas, na bondade e na felicidade.
Pensando naquelas pessoas a quem eu amo, a quem já amei, e neste sentimento lindo e complexo que é AMAR.
Prá variar recorri aos meus poetas (que possessividade!!!)...
Drummond disse:
"A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos,na prudência egoísta que nada arrisca e que, esquivando-nos do sofrimento, perdemos também a felicidade. A dor é inevitável. O sofrimento é opcional."
Quintana colocou:
"Quero, um dia, dizer às pessoas que nada foi em vão...
Que o amor existe, que vale a pena se doar às amizades e às pessoas, que a vida é bela sim e que eu sempre dei o melhor de mim...
e que valeu a pena."
Isto que Drummond coloca: de que o sofrimento é opcional ao contrário da dor que é inevitável, é tão REAL.
Concordo totalmente com isto. E faço a minha opção: não quero sofrer!!!
Quero ser feliz!!! Ou, pelo menos, procurar ser feliz.
Ser honesta comigo, com meus sentimentos, com as pessoas que se relacionam comigo...
Quero, como Quintana, dizer que "valeu a pena"...
Mesmo que tenha sentido a dor inevitável da rejeição, a dor inevitável da dúvida, a inevitável confusão do risco, o inevitável medo do desconhecido...
Mesmo assim... não me esquivarei e VIVEREI.
Porque com diz a linda música de Afonsinho:
"O amor, não acaba pra quem é do bem não"...
Não acaba não...

segunda-feira, 30 de março de 2009

Minhas palavras por Quintana


Ah, quisera eu ser poetisa...
Como não sou, uso dos grandes poetas para expor pensamentos e sentimentos.
Este poema do Mário Quintana é maravilhoso!!
Não será isto que todos nós queremos??

" Quero sempre poder ter um sorriso estampando em meu rosto,
Mesmo quando a situação não for muito alegre...
E que esse meu sorriso consiga transmitir paz
para os que estiverem ao meu redor.
Quero poder fechar meus olhos e imaginar alguém...
E poder ter a absoluta certeza de que esse alguém
também pensa em mim quando fecha os olhos,
que faço falta quando não estou por perto.
Queria ter a certeza de que apesar de minhas
renúncias e loucuras, alguém me valoriza
pelo que sou, não pelo que tenho...
Que me veja como um ser humano completo,
que abusa demais dos bons sentimentos
que a vida proporciona,
que dê valor ao que realmente importa,
que é meu sentimento...e não brinque com ele."

Mario Quintana

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Qual é a Crise???



Hoje estava "matutando" sobre esta palavra de cinco letras que não sai da boca das pessoas nos últimos meses: CRISE.
No dicionário está seu significado em nossa língua:

s. f.,
alteração para melhor ou para pior no curso de uma doença;
ataque, acometimento, acidente;
momento perigoso ou decisivo de um negócio;
perturbação que altera o curso ordinário das coisas;
situação de um governo que encontra dificuldades muito graves em se manter no poder.
- moral: luta interior entre dois sentimentos;
- ministerial: espaço de tempo entre a queda de um ministério e a constituição de outro que lhe sucede.

Algumas palavras e expressões merecem, a meu ver, destaque: "alteração para melhor ou pior", "momento perigoso ou decisivo", "pertubação", "dificuldades", "luta entre dois sentimentos", "queda" e "constituição".
Para mim, fica mais do que claro que crise, seja ela qual for, tem haver com mudança, escolha e decisão.
Para nós brasileiros, que já passamos por tantas crises econômicas, compreender que este é um momento de mudança é muito tranquilo. O que nós deixa perturbados é se teremos opções para fazermos escolhas... E mais, nossas escolhas serão feitas por nossos representantes políticos. Será que estes serão capazes de fazer as escolhas que favorecerão realmente a maioria de nossa população?
Para nós professores, as crises são muito bem vindas e fazem parte de nosso cotidiano. Sem elas, não há aprendizagem. É preciso que haja uma "crise" entre o que acredito dominar como conhecimento, e aquilo que está me sendo apresentado a todo momento.
As Escolas vivem crises diárias, conflitos, mudanças, pertubações e dificuldades. Aqueles que ali estão devem fazer as escolhas e tomar as decisões. Esta não é uma tarefa simples, já que, tratam-se de instituições sociais com múltiplos e heterogêneos personagens, que refletem a sociedade e estão refletidas nesta.
Então pergunto: qual é a crise, ou melhor, qual é a perspectiva da crise, que vivemos hoje (e lembro que esta não é só econômica, mas também, política, social e moral), devemos ter em mente?
A perspectiva da mudança, escolha e decisão. Ou a da dificuldade, ataque, acometimento, acidente?
O que nos diferenciará como população, profissionais e fundamentalmente como seres sociais será a escolha desta perspectiva.
Em momentos de crise podemos: retroceder, estagnar ou crescer.
Qual será sua opção?

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Ano Novo... Novas esperanças... Renove-se!!!





Drummond, amado Drummond, escreveu:
"Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias,
a que se deu o nome de ano,
foi um indivíduo genial.
Industrializou a esperança
fazendo-a funcionar no limite da exaustão.

Doze meses dão para qualquer ser humano
se cansar e entregar os pontos.
Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez
com outro número e outra vontade de acreditar
que daqui para adiante vai ser diferente..."

Esse Drummond é demais...
Pois aí está a chave de tudo: a renovação pela esperança, fé e desejo.
A esperança de que as coisas sejam diferentes e melhores. Que com fé e muito desejo os dias serão mais tranquilos, as noites mais bonitas, os amores mais perfeitos, as pessoas mais bondosas, o trabalho mais facilitado, os sonhos conquistados.
É só isto que move os seres humanos: a renovação dos sonhos, das crenças e do amor.
Com novos doze meses pela frente temos muitos desafios, mas, desafios diferentes e com certeza muito mais fáceis.
Estamos mais sábios... Ou não???
Eu quero crer que estou...
Senão, estarei apenas mais velha.
A sabedoria acompanha a passagem dos anos e nos serve de aliada para as novas perspectivas que se abrem com a passagem do ano.
Que em 2009 possamos usar nossa sabedoria de 2008 para renovar o amor em nossos corações.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Sobre ausências, presenças, proximidades e distâncias.


Quantas vezes você já esteve presente fisicamente em uma sala de aula ou em um auditório, mas emocionalmente e psicologicamente estava bem distante dali?? Em um lugar muito mais interessante, com alguém amado ou revivendo experiências que foram muito gratificantes? Quantas vezes notamos que as pessoas podem estar ao nosso lado, mas não estão conosco, não estão envolvidas? E o contrário: quantas vezes ao abrirmos um email, ao conversarmos por chats ou utilizando web câmeras sentimos como se a pessoa estivesse ao nosso lado? Temos a sensação agradável de termos a pessoa conosco naquele momento. Notamos claramente que apesar da "distância" a pessoa realmente está vivendo aquele momento, está envolvida na comunicação, está dedicada a nós.
Com relação ao processo de aprendizagem hoje, intermediado por Ambientes Virtuais de Aprendizagem, podemos notar o mesmo. Ou seja, a participação e interação do sujeito com o objeto aprendido e com o mediador desta interação, não está condicionada a presença física deste em determinado espaço e momento cronológico. Também não se pode dizer que tais ambientes seriam a solução para todos os problemas que cursos presenciais apresentam.
Não se trata simplesmente de definir a melhor ou pior forma de aprender: presencialmente, com dia, hora, local e mediador definido, ou a distância, virtualmente, na hora que o sujeito determinar, no local que lhe convier e com o mediador disponível.
As questões são: qual é a melhor forma de envolver este sujeito?? Com qual tipo de ambiente (virtual ou presencial) este sujeito mais se identifica?? E ainda: o que eu como professora, como mediadora desta aprendizagem pretendo com aquele curso/aprendizado, quais os meus objetivos e quais estratégias utilizarei para alcançá-los?
Então: ter um planejamento claro, objetivo, coeso e, conhecer o sujeito com o qual estou me envolvendo numa relação de mediação de aprendizagem, é ponto de partida e de chegada para qualquer um que pretenda alcançar o sucesso.
Posto isto, fica fácil entender porquê e como os Ambiente Virtuais podem ser poderosos aliados na difícil tarefa de promover a interação de sujeitos com a busca de seu conhecimento em uma sociedade digital.
Cabe a nós, professores/mediadores, nos apropriarmos das ferramentas necessárias para a melhor utilização dos recursos tecnológicos computacionais tendo claro nosso ponto de partida e chegada.
Desafio grande, para profissionais especiais!!