Recebi hoje um email enviado pela minha irmã.
Como ela sabe que não gosto de emails que são repassados, quando ela me envia algo, sempre leio, pois sei que é interessante.
E realmente era...
Tratava-se de um texto, escrito em um Blog (cujo autor, por questões éticas, prefiro não citar)e portanto disponível a todos.
O texto fazia uma feroz crítica a um evento que aconteceu sábado passado, dia 27 de março, na Lagoa da Pampulha aqui em BH.
Realmente este evento, aberto ao público, demonstrou todo o despreparo da nossa querida Belô para reunir 250 mil pessoas.
O trânsito parou por mais de quatro horas na região da Pampulha: quem queria chegar não conseguia e quem queria sair também não.
Pessoas passaram mal, e poucos conseguiram realmente ver o desfile de personagens infantis que eram as grandes vedetes do evento.
Tudo isto foi largamente noticiado e comentado no dia de hoje pela cidade.
Mas a agressividade com que a pessoa escreveu em seu Blog sobre este evento, sobre a incapacidade de cidade em se organizar para a reunião de grandes massas populacionais, me chocou.
A palavra é esta mesmo: choque.
Como as pessoas estão agressivas!
Será que só eu estou notando isto??
Há atualmente uma necessidade de todos em deixar claro este sentimento de ser contra, de protesto, de ser claro, de ser "verdadeiro", custe o que custar...
Isto está perigoso, pois está custando caro, muito caro, para a humanidade.
Se pretendemos conviver em uma sociedade saudável precisamos rapidamente rever esta atitude.
É possível protestarmos, colocarmos nosso ponto de vista e sermos verdadeiros com nossos sentimentos, sem sermos agressivos, sem ofendermos os outros ou nos expormos em excesso.
Afinal, ninguém é igual a ninguém... e a minha liberdade começa quando termina a de meu colega e vice versa.
Pelo menos foi isto que aprendi com meus pais e professores ...
segunda-feira, 29 de março de 2010
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
Tempo, tempo, mano velho....
A questão do tempo é algo que me intriga.
Todos sabemos que é uma criação humana, e que é totalmente relativo.
Se fazemos algo com envolvimento, prazer e interesse, o tempo "voa".
Se a atividade de alguma forma é uma obrigação, se não nos envolvemos, então, o tempo "não passa".
Contudo, mais complexo, é que estamos virando escravos do nosso tempo (se é que se pode ser escravo de si mesmo!).
Na música do Pato Fú (Banda Mineira da melhor qualidade) a frase:
" Tempo, tempo, namo velho falta um tanto ainda eu sei... Prá você correr macio.", me fez refletir sobre isto.
Quando será que eu vou poder me apropriar do meu tempo e não ser escrava dele??
Ser escrava de mim mesmo não é fácil...
Sou muito exigente...
No feriadão de carnaval, tive a grande oportunidade de me apropriar de meu tempo.
Fiz o que queria: dormi a hora que quis, passeei, acordei a hora que quis, escrevi, estudei, fiquei "à toa", encontrarei com amigos, fiz novas amizades, fiquei sozinha.
Ufa! Nem notei que tive tanto "tempo"...
Foi divino ver que posso, sim, deixá-lo "correr macio".
Então, como a Fernanda Takai, fiz um convite ao meu tempo:
"Fique comigo,
Seja legal,
Conto contigo,
Pela madrugada,
Só me interrompe no final..."
Meu tempo ainda está estudando o convite.
Mas acho que teremos um acordo!
Todos sabemos que é uma criação humana, e que é totalmente relativo.
Se fazemos algo com envolvimento, prazer e interesse, o tempo "voa".
Se a atividade de alguma forma é uma obrigação, se não nos envolvemos, então, o tempo "não passa".
Contudo, mais complexo, é que estamos virando escravos do nosso tempo (se é que se pode ser escravo de si mesmo!).
Na música do Pato Fú (Banda Mineira da melhor qualidade) a frase:
" Tempo, tempo, namo velho falta um tanto ainda eu sei... Prá você correr macio.", me fez refletir sobre isto.
Quando será que eu vou poder me apropriar do meu tempo e não ser escrava dele??
Ser escrava de mim mesmo não é fácil...
Sou muito exigente...
No feriadão de carnaval, tive a grande oportunidade de me apropriar de meu tempo.
Fiz o que queria: dormi a hora que quis, passeei, acordei a hora que quis, escrevi, estudei, fiquei "à toa", encontrarei com amigos, fiz novas amizades, fiquei sozinha.
Ufa! Nem notei que tive tanto "tempo"...
Foi divino ver que posso, sim, deixá-lo "correr macio".
Então, como a Fernanda Takai, fiz um convite ao meu tempo:
"Fique comigo,
Seja legal,
Conto contigo,
Pela madrugada,
Só me interrompe no final..."
Meu tempo ainda está estudando o convite.
Mas acho que teremos um acordo!
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
Por quê perdemos a conexão?

Se você não viu o filme AVATAR saiba que realmente está perdendo uma das mais belas histórias sobre viver em sociedade que já pude presenciar até hoje.
Obviamente os efeitos especiais e os recursos tecnológicos empregados são um show, mas, sinceramente, isto é o de menos.
O filme apresenta, de forma bastante simples, a fundamental e complexa discussão sobre a "conexão" da humanidade com o planeta, com todos os seres vivos que coexistem em um mesmo território.
Independente da espécie (mineral, animal, vegetal ou humana), da língua falada, do credo, da cor da pele, das opções sexuais, queiramos ou não, estamos sim todos conectados nesta grande rede energética da qual o planeta terra faz parte.
E apesar de ser tão óbvio, por vezes, nos esquecemos disto.
Com certeza o sucesso de AVATAR se deve a esta questão: trazer a tona a discussão da importância desta conexão para todos nós como comunidade, e para cada um em particular.
De tudo que é apresentado no filme quanto a esta temática, o que mais me fez refletir sobre este assunto, é que os Navis, povo que habita o planeta Pandora, faz esta "conexão" com os outros seres de seu planeta através de seus rabos.
Esta metáfora é esplêndida!!
Nós também já tivemos rabos, segundo a teoria da evolução das espécies.
Quando estávamos, no processo de nossa evolução humana, mais próximos dos macacos, tínhamos rabo, hoje ele se atrofiou...
Será que vivemos então uma evolução ou uma involução??
Sem "rabo", como temos feito as conexões com os seres que coabitam nosso planeta?
Ou melhor: estamos fazendo estas conexões??
terça-feira, 6 de outubro de 2009
Galinhas, porcos, envolver-se e comprometer-se...
Não posso deixar de relatar aqui algo muito interessante que escutei na semana passada em uma excelente conversa com o caríssimo Professor Simão Pedro.
Aliás não deixem que visitar o blog dele é imperdível!
O Professor Simão dizia que adora falar por metáforas, e para exemplificar a diferença entre se comprometer e se envolver ele contou a seguinte história:
A Galinha e O Porco foram convocados a, juntos, fazerem um feijão tropeiro. Abrindo um enorme parenteses, prá quem não é de Minas: o feijão tropeiro leva como ingredientes, além do feijão, farinha, ovos, bacon e cebola, basicamente. A Galinha mostrou-se logo muito envolvida e disse: "eu dou os ovos para a receita". E mais do que rapidamente sugeriu ao porco: "você poderia dar o bacon".
O professor então nos fez a seguinte pergunta: quem está realmente comprometido?? A galinha ou o porco??
Obviamente o comprometimento é do porco, que doará a própria carne para fazer a receita...
Foi inevitável pensar em quantas vezes sou o "porco" da história. Quantas vezes me comprometo e por quê faço isto.
Por quê nos comprometemos com nosso trabalho, com nossas relações, com nossas crenças??
Quando estamos envolvidos e quando estamos comprometidos?? E qual é a diferença entre isto??
Acho que a posição tomada pela Galinha é importante. Precisamos nos envolver. Porém, para nos comprometer com algo ou alguém é preciso atenção. Afinal estamos entrando com a "pele".
Aliás não deixem que visitar o blog dele é imperdível!
O Professor Simão dizia que adora falar por metáforas, e para exemplificar a diferença entre se comprometer e se envolver ele contou a seguinte história:
A Galinha e O Porco foram convocados a, juntos, fazerem um feijão tropeiro. Abrindo um enorme parenteses, prá quem não é de Minas: o feijão tropeiro leva como ingredientes, além do feijão, farinha, ovos, bacon e cebola, basicamente. A Galinha mostrou-se logo muito envolvida e disse: "eu dou os ovos para a receita". E mais do que rapidamente sugeriu ao porco: "você poderia dar o bacon".
O professor então nos fez a seguinte pergunta: quem está realmente comprometido?? A galinha ou o porco??
Obviamente o comprometimento é do porco, que doará a própria carne para fazer a receita...
Foi inevitável pensar em quantas vezes sou o "porco" da história. Quantas vezes me comprometo e por quê faço isto.
Por quê nos comprometemos com nosso trabalho, com nossas relações, com nossas crenças??
Quando estamos envolvidos e quando estamos comprometidos?? E qual é a diferença entre isto??
Acho que a posição tomada pela Galinha é importante. Precisamos nos envolver. Porém, para nos comprometer com algo ou alguém é preciso atenção. Afinal estamos entrando com a "pele".
terça-feira, 21 de julho de 2009
Amores e felicidades
Desde ontem venho pensando nisto: nos meus amores,nas minhas escolhas, na bondade e na felicidade.
Pensando naquelas pessoas a quem eu amo, a quem já amei, e neste sentimento lindo e complexo que é AMAR.
Prá variar recorri aos meus poetas (que possessividade!!!)...
Drummond disse:
"A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos,na prudência egoísta que nada arrisca e que, esquivando-nos do sofrimento, perdemos também a felicidade. A dor é inevitável. O sofrimento é opcional."
Quintana colocou:
"Quero, um dia, dizer às pessoas que nada foi em vão...
Que o amor existe, que vale a pena se doar às amizades e às pessoas, que a vida é bela sim e que eu sempre dei o melhor de mim...
e que valeu a pena."
Isto que Drummond coloca: de que o sofrimento é opcional ao contrário da dor que é inevitável, é tão REAL.
Concordo totalmente com isto. E faço a minha opção: não quero sofrer!!!
Quero ser feliz!!! Ou, pelo menos, procurar ser feliz.
Ser honesta comigo, com meus sentimentos, com as pessoas que se relacionam comigo...
Quero, como Quintana, dizer que "valeu a pena"...
Mesmo que tenha sentido a dor inevitável da rejeição, a dor inevitável da dúvida, a inevitável confusão do risco, o inevitável medo do desconhecido...
Mesmo assim... não me esquivarei e VIVEREI.
Porque com diz a linda música de Afonsinho:
"O amor, não acaba pra quem é do bem não"...
Não acaba não...
domingo, 24 de maio de 2009
segunda-feira, 30 de março de 2009
Minhas palavras por Quintana

Ah, quisera eu ser poetisa...
Como não sou, uso dos grandes poetas para expor pensamentos e sentimentos.
Este poema do Mário Quintana é maravilhoso!!
Não será isto que todos nós queremos??
" Quero sempre poder ter um sorriso estampando em meu rosto,
Mesmo quando a situação não for muito alegre...
E que esse meu sorriso consiga transmitir paz
para os que estiverem ao meu redor.
Quero poder fechar meus olhos e imaginar alguém...
E poder ter a absoluta certeza de que esse alguém
também pensa em mim quando fecha os olhos,
que faço falta quando não estou por perto.
Queria ter a certeza de que apesar de minhas
renúncias e loucuras, alguém me valoriza
pelo que sou, não pelo que tenho...
Que me veja como um ser humano completo,
que abusa demais dos bons sentimentos
que a vida proporciona,
que dê valor ao que realmente importa,
que é meu sentimento...e não brinque com ele."
Mario Quintana
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